Aborto

 Espiritualidade


UPDATE (08/08/07): Os links para o site do Eder foram retirados pois o rapaz desistiu do blog e apagou tudo. Uma pena.

O Eder comentou a respeito do aborto na visão espírita. Achei excelente a idéia e estava inclusive escrevendo um comentário ao artigo. Porém estava ficando grande demais para um comentário. Então, resolvi postar em forma de artigo aqui fazendo, obviamente, referência ao artigo no blog dele. Sugiro a você que leia o artigo primeiro.

É provado que o aborto de qualquer forma “não natural” é crime. Mesmo que a lei brasileira permita o aborto em caso de estupro, ainda assim, eliminar uma vida que se inicia é crime. Pode não constituir crime na lei humana, mas assim o é na lei divina.

Como consta no artigo, a união do espírito com o corpo físico se dá no momento da concepção, e o laço fluídico vai se fortalecendo até o momento do “nascimento” na vida terrena. Por isso, ao retirar o feto do ventre materno, estamos cortando esse laço e nenhum corpo pode viver sem um espírito ligado a si.

Ninguém nasce na Terra sem a autorização divina. Se uma criança foi gerada é porque Ele quis assim. Um espírito pode encarnar na Terra por diversos motivos, desde o seu crescimento espiritual até o crescimento daqueles que lhe cercarão durante a vida. Não há uma só razão para vivermos na Terra. As razões são muitas e não nos são conhecidas de antemão, vamos nos “lembrando” delas em forma de intuição durante a vida.

Com isso, interromper uma gravidez significa, em primeiro lugar, não aceitar os desígnios do Senhor. Assim, estamos nos colocando acima de Deus, fazendo a nossa vontade e não a Dele.

Por outro lado, estamos negando a um espírito a oportunidade de vestir um corpo físico, e com ele, avançar na escala evolutiva, seja aprendendo, ensinando, ajudando. Desta forma acabamos por contrair uma dívida com Deus por estarmos nos opondo à sua vontade e consequentemente não permitindo a esse espírito a existência carnal junto de nós.

Existe, contudo, uma ressalva: os espíritos dizem que no caso em que a vida da mãe correr perigo, seja durante a gravidez ou no parto em si, “é preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe” (Livro dos Espíritos, questão 359). Assim, podendo a vida da mãe ser abreviada, Deus permite que a criança seja sacrificada.

Sendo assim, aquele que aborta uma criança fica marcado, aos olhos de Deus, assim como um assassino. Fazer um aborto é praticamente o mesmo que matar uma pessoa.

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