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Em uma de nossas conversas, eu a Cyn falávamos sobre nosso desejo de um dia adotar uma criança. Não que não queiramos ter filhos biológicos, não é isso, mas além de filhos biológicos, temos o desejo em comum de adotar uma criança, preferencialmente de uma etnia que não a caucasiana. Não quero entrar no mérito da questão da etnia. Isso fica a segundo plano.
A questão é que existem muitas crianças literalmente abandonadas em orfanatos e outras instuições. Crianças cujo futuro é incerto. Crianças que podem não ter oportunidades na vida e e serem levadas ao roubo e às drogas por pura influência do meio e, principalmente, pela falta de alguém que lhes dê amor e afeto, alguém que possa lhes ensinar a diferenciar o certo do errado, que possa lhes passar princípios e moral.
Obviamente isso não quer dizer que mesmo com cuidados essas (ou qualquer outra) crianças serão honestas e viverão uma vida correta aos olhos da sociedade. Mas o fato é que sem carinho algum, uma pequena parcela terá outro destino.
Por outro lado, existem tantos casais que a Dona Vida impossibilitou, por uma razão ou outra, de terem filhos biológicos. E essas pessoas, ao menos em sua maioria, são os que mais dão valor à paternidade e fariam o impossível para poder carregar um bebê no colo. É muito comum que essas pessoas tenham traumas e sofram por causa desta impossibilidade. Mas graças a Deus existe um fio de esperança, nem tudo está perdido. E é aí que entra a adoção.
Adotar uma criança significa tirar uma criança da rua, dar-lhe um lar, dar-lhe amor, atenção, e uma oportunidade de ter uma vida digna de um ser humano. Quisera eu que todos pudessem desfrutar das mesmas oportunidades, mas não é assim que funciona. Por motivos que vão além do nosso conhecimento nem todas as pessoas têm a chance, ao menos nessa vida, de viverem plenamente. Ao adotar uma criança, estamos dando uma oportunidade especial para uma pessoinha cujos pais biológicos não puderam (ou não quiseram, talvez) lhe prover as suas necessidades e acharam que seriam melhor cuidados por outras pessoas do que por eles mesmos. E em muitos casos, realmente, é melhor entregar à adoção do que deixar morrer de fome.
Para os pais que adotam esta criança, estão dando a si mesmos a esplêndida experiência de serem pais, de cuidar de seu filho, de vê-lo crescer, ajudá-lo, ensiná-lo. Dizem que não existe prazer maior do ser pai, e eu não duvido nem um pouco disso. E esses pais, que a princípio não poderiam ter filhos têm, então, a chance de realizar o seu sonho e realizar o sonho de olhar para o pequenino e chamar de meu filho!
Um dos impecilhos que mais atrapalham esse processo de adoção é que alguns pais têm o seu orgulho ferido por não poder dar a luz a um filho biológico e pensam em não criar o filho dos outros. Pura bobagem! A pobre criança nada tem a ver com os erros dos pais, não têm culpa de os pais não terem tido a capacidade ou a possibilidade de lhe dar uma vida digna. E aquele que tem amor para dar não escolhe quem amar. Se não pode ser biologicamente seu, que seja afetuosamente seu.
Eu acredito que pai é aquele que cria, não aquele que põe no mundo. Pai é aquele que educa, não aquele que sustenta. Então mesmo não tendo saído do ventre da mulher, o casal poderá, sempre, chamá-lo de filho, não importa o que digam ou o que pensem. E a criança tem o dever de chamá-los de pais, pois é efetivamente isso que eles são.
Aquele que te amor a dar não deve escolher para quem. Aquele que quer ter um filho e possui condições de dar-lhe uma chance na vida, que o faça. Deixe o orgulho de lado e ame uma criança. As recompensas virão de formas incríveis e inimagináveis.
November 21st, 2007 at 22:55
Esta é uma decisão difícil, mas não menos louvável.
Texto de hoje: SenTido dE mUDançA…
Visite e Comente… http://oavessodavida.blogspot.com/
O AveSSo dA ViDa - um blog onde os relatos são fictícios e, por vezes, bem reais…
November 22nd, 2007 at 10:41
Esse é um assunto que me comove muito, Como eu tenho poucas chances de ter filho naturalmente porque tive cancer em um dos ovarios que foi retirado, eu e meu marido temos planos para um dia adotar uma criança de até 5 anos de idade.
Porém, a uns 3 anos eu acompanho muitos casos de pessoas que desejam adotar, e a burocracia é enorme, muitas mulheres estão na lista de espera a anos…se o Brasil desse um jeito de facilitar a adoção, com certeza uns 70% das crianças abandonadas hoje em dia, teriam um lar e uma familia.
Fabio, gostei muito desse seu tema, parabéns!
November 22nd, 2007 at 11:47
Que bacana ler sobre o que conversamos aqui. Concordo com cada palavra sua.
Eu tenho esse sonho de adotar tem muitos anos. Mesmo que eu nao me case, ou mesmo que me case e tenha filhos biologicos, eu vou adotar pelo menos uma criança, sem duvidas. Tenho muito amor pra dar em meu coraçao e seria injusto nao compartilhar isso com quem realmente necessita. Sem demagogias ou hipocrisia. Eu quero uma linda familia multi-etinica.
Beijos!
November 22nd, 2007 at 22:45
Eu não tenho a menor vontade, Fábio.
Mas tenho uma prima que adotou dois garotos.. e eles são fofos… agora que tão pequenos… veremos depois de grandes.. rsrs
Beijo
November 28th, 2007 at 17:01
Guerreiro:
Bem,pessoalmente, não pretendo aderir a paternidade, nem biológica e nem adotiva….Como sou educador e pretendo me dedicar integralmente à educação das pessoas, crianças e adultos, acredito que estou fazendo meu papel paterno, haja vista que muitos pais deixam ao encargo das escolas todo o papel que compete a eles (não duvido que daqui a pouco vai se pagar uma mensalidade para que a escola dê mesada, compre comida e brinquedos)….e, estando na área, passo por isso…..então minha missão está sendo cumprida.
Mas se eu quisesse escolher, teria filho somente adotivo…..Há muita gente nesse mundo e boa parte delas não tem condições de se sustentar e são jogadas ao descaso. Prestar-lhes um socorro, adotando-nas, é uma atitude que admiro e quem adota mostra o verdadeiro amor incondicional (amar como um filho aquele ser que foi gerado por outrem).
Mas como foi comentado acima….a burocracia é muito grande para se adotar…as exigências são enormes…e os pais precisam ser “super pais”, “perfeitos”, “maravilhosos”…….caso contrário, não poderão adotar.
Um abraço, amigo, que teu post motive pessoas a adotar!!!
November 30th, 2007 at 3:20
Meu sonhos adormeceram no dia que ouvi de minha companheira:
- Dividir o que é de meus filhos?
Que pena que ela não sinta amor incondicional pelas pessoas como tem pelas coisas!
January 21st, 2008 at 16:17
A adoção é um grande ato de amor, mas quem deveria ajudar, algumas assistentes sociais, promotoras de juntiça e juízes, na maioria das vezes só atrapalha, principalmente na adoção consesual.
Faz mais de 02 anos que eu e minha esposa estamos nessa luta aqui em São Paulo ( não fizemos escolha de sexo, cor e a idade até 2 anos e meio ) mas o forum ainda não nos chamou.
Fomos até Alagoas quando uma mãe biológica queria fazer uma doação consensual, mas a promotora de justiça atrapanhou o processo e agora a criança está sendo por tias que só querem saber da ajudar do INSS que o governo dá para as mães pobre da região.
July 24th, 2008 at 20:02
Resolví adotar uma criança! Fiquei espantado e muito emocionado ao ser atendido no balcão de adocação da Vara da Infância da comarca na qual eu resido. As perguntas que me fizeram me deixaram pasmado. Fui ao Forum doar o meu coração repleto de amôr incondicional, e de repente me vêm um atendente me oferecer algo parecido com um mutante dos modernos filmes de ficção científica. Que eu saiba…mutantes não entendem de amôr! Não sentem, não exteriorizam esse sentimento que somente pode ser concebido por quem ultrapassou o umbral dessa materialidade densa na qual mergulha a maioria de nós…humanos. E quando chegou na parte das características da criança pretendida, confirmaram-se as minhas desconfianças de que eu estava, na verdade,numa espécie de Fábrica de Mutantes, e ao lado de uma “compradora de mutantes” pois a mesma disse: “Quero que seja branca, cabelos loiros, olhos azuis,gordinho, sadio…”, e eu do lado dela pensei: “Só falta ela pedir que venha 110 e 220 volts.” Que coisa…o ser humano está “coisificado”,e ficou como se eu chegasse numa revendedora de carros e indagasse: Você tem o lançamento do pálio, prateado, quatro portas, injeção eletrônica…? Então eu me virei para a “compradora de mutantes” e disse: Minha Senhora, acho que a senhora está no lugar errado…a senhora deve imediatamente viajar até Brasília, e lá procurar a Embaixada da Suécia, e pedir a sua encomenda…e cuidado para não acordar desse seu sonambulismo medíocre, no meio da estrada, entre Petrolina e Juazeiro da Bahia, e cair da ponte…que liga sua falta de amôr a um ser humano que lhe espera num sonho tão lindo, a um nada absoluto, escuro e frio que deve ser a sua maneira de ver o mundo e as crianças anjos que Deus está por enviar para todos aqueles que são homens livres e de bons costumes, de coração puro e que acredita que o reino de Deus está dentro de nós…
December 4th, 2008 at 7:16
Fábio,eu concordo com tudo que você escreveu sobre esse assunto e eu me enquadro no grupo de pessoas que não puderam ter filhos biológicos mas eu optei pela adoção e não me arrependo porque sou a pessoa mais feliz do mundo. Eu sou da raça caucasiana e o meu filho é afro descendente e é meu filho e eu o amo muito. Eu aconselho a quem deseja ter filhos,adote ele será tão seu filho quanto o biológico.