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“Eu te amo e faria qualquer coisa por você!”

Quem nunca viu ou mesmo disse esta frase? Nos dias atuais o amor virou algo tão banal que acaba sendo usado para tudo, desde expressar sentimentos até enganar ou mesmo mentir. Amar virou algo tão fácil e simples que qualquer um ama qualquer um e desama no dia seguinte. Uma pessoa que diz amar outra não a esquece em um par de dias. Amor de verdade não se acaba assim tão fácil.

Normalmente confundimos amor com paixão. Paixão é arrebatadora, é quente, é explosiva, é intensa, porém passageira. O amor é mais calmo, não se expõe, mas tem um poder sem igual e uma força tremenda. E não acaba tão rápido. Às vezes nem acaba.

Mas também existem alguns tipos de amor, como por exemplo, de mãe para filho, de filho para mãe, entre irmãos, entre amigos (sim, amigos também se amam), entre parentes próximos, parentes distantes, e assim por diante.

Na minha opinião, amor é algo muito grande e não deve ser usado em qualquer situação. Deve ser dito com franqueza, quando aquele que o sente tem absoluta certeza disso. E se não o possui, então que não diga, por mais duro que possa ser à outra pessoa.

Porém, por mais que se ame uma pessoa, não podemos esquecer de amar a nós mesmos. Devemos, inclusive, primeiro nos amarmos para depois amarmos a outra pessoa. Cada um deve pensar em si como a pessoa mais importante do mundo. Porque na realidade ela é. E os cuidados consigo devem ser os mesmos que para com qualquer outra pessoa. Ou até melhores.

Bem, tudo isso foi para chegar num ponto importante: até onde podemos ir por uma outra pessoa? Podemos fazer qualquer coisa mesmo? Podemos desistir de planos, desistir de sonhos, vivermos uma vida que não a nossa, aceitar determinadas situações, tudo por uma pessoa de amamos?

Abaixo segue um vídeo que peço que seja assistido por completo. Ele tem oito minutos de duração, é um pouco longo, eu sei, e a música é em uma língua incompreensível. Mas o que importa são as imagens. Só de assistí-lo é possível entender a história.

Vamos ao vídeo:

Depois de assistir ao vídeo me dei conta que não faria tudo não. Talvez o fizesse para um filho ou meus pais. Mas não para qualquer pessoa. Não é qualquer um que merece o que o rapaz do vídeo fez. Se fosse comigo, teria que avaliar muito bem, mas acredito que não faria, não. A não ser que fosse alguém com quem tivesse uma relação fora do normal, algo que transcendesse o tempo e o espaço. Fora disso, não acredito que ninguém deva abdicar da sua vida.

Mesmo porque acredito que tudo o que nos acontece é por uma razão. Nada é por acaso. Se um dia tiver que ficar cego será um fardo que terei que carregar e ninguém terá que abdicar da sua vida por minha causa. E o contrário também é verdadeiro. Pode soar um pouco egoísta da minha parte, só que ainda acho que eu também sou importante e mereço ter as mesmas coisas que todas as outras pessoas.

E se fosse com você? O que você faria?

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Comentários

  1. 1
    Erika
    November 24th, 2007 at 11:13

    O amor sempre foi usado e abusado, Fábio, desde que se criou o mundo. Não viu como a Serpente enganou Eva com promessas de amor e sabedoria para que ela comesse a maçã proibida?
    Pois é.. amor sempre foi arma e bálsamo.
    O que acontece hoje é que chamam qq coisa de amor, até mesmo o sexo puro e simples, devasso, para simplismente enganar.
    Chamam amor a um namorico de novela, chama amor uma paixão que queima.

    Esquecem-se, sim, que amor é, principalmente respeito, carinho, compreensão e aceitação.

    Amor não é nada do que dizem hoje. Chamam até mostrar a b*** de amor pela arte… francamente.

    Beijos querido, desculpe o desabafo

  2. 2
    Cyn Cardoso
    November 24th, 2007 at 17:53

    *suspiro* Ai meus tempos de romantica incorrigivel…
    Sinceramente, eu nao faria algo do genero por um namorado digamos, mas talvez por minha mae, irmao, ou futuros filhos. Acho que uma mae é capaz de tudo por seu filho.

    Mas devo confessar que adoro esse video mulherzinha ai! E’ brega, é exagerado, mas mulherzinha que é mulherzinha adora essas coisas. Quem nunca quis ter alguém que fizesse de tudo por nos? Se bem que a coreana ai deveria ter terminado com o fotografo, oras! Heheuheue

    ok, fim do momento mulherzinha.

  3. 3
    FernandoMS - Pulga
    November 24th, 2007 at 18:53

    hmmm… isso tudo é muito relativo… amor é coisa louca e só estando na pele pra saber o que fazer…
    Uma vez, há pouco tempo, um blogueiro amigo nosso (em comum) deu uma explicação bastante bacana a respeito do que é o amor… provavelmente ele já tenha escrito isso no blog dele e, se não, um dia irá escrever.
    ————————-
    Muito bonita a estória do video… bastante comovente…
    Mas também são sábias tuas palavras.
    Adorei o post. ;)

  4. 4
    Janio
    November 25th, 2007 at 4:27

    Fábio.

    Sou obrigado a discordar de você, meu irmão.

    “Eu te amo” deveria ser usado o tempo todo. Não como moeda de troca, não como ferramenta de manipulação ou arma de sedução, mas com sinceridade. Sei que pode soar estranho a quem não está acostumado, mas tenho certeza que você já viu os vídeos da campanha “Free Hugs”, e é disso que estou falando: pela falta de hábito todo mundo acha estranho, mas no fim acaba adorando.

    Quando você diz que até o amor tem limites, o que é uma grande inverdade, pois o amor é infinito e ilimitado, ou não é amor, dá para sentir que tem aí alguma coisa de decepção, de medo de ficar sem amor, o que o leva a reter consigo o amor que deveria pôr em circulação. Amor não existe para ficar preso e calado no peito, mas para ser sentido e compartilhado.

    Não dá para esquecer também que ninguém pode dar o que não tem, disso depreende-se que antes de poder amar outrem o sujeito tem que estar em dia com seu amor próprio; e quando alguém se ama a ponto de realmente poder amar o outro, esta autoestima é tão sólida que o medo de ficar sem amor (que eu também poderia chamar de mesquinharia afetiva) não tem mais espaço algum.

    Além do mais, quando se ama realmente o que não falta é tolerância e perdão; óbvio que isso não descarta nem anula a possibilidade de decepções. Mas quem ama tolera, espera, perdoa, ensina, suporta.

    Ou então eu não entendi o que li aqui. :)

  5. 5
    Monalisa
    November 25th, 2007 at 19:48

    Fábio, não vou condenar sua opinião porque também não faria isto por alguém que não fosse minha mãe ou meu pai. E você tem razão, amor virou banalidade. Amor virou pernas, bunda, peitos, dinheiro… Ele ganhou determinadas definições com as quais eu não concordo. Excelente semana e beijos.

  6. 6
    Mila
    November 26th, 2007 at 11:09

    Caro Fabio…
    A primeira vez que vi este vídeo chorei pacas… é… forte demais…
    Quanto a fazer qq coisa… já disse isso a mim mesma… mas nunca para alguem… pq sei que tem coisas que eu jamais faria por ninguem… mesmo quando achei que mais amei… Falta de entrega? Não sei… ando questionando coisas demais pra dar qq resposta….
    Beijos Mila

  7. 7
    Fl?a
    November 26th, 2007 at 16:11

    Já havia visto esse vídeo. O curioso é que antes de assitir eu sempre trazia na ponta da língua a frase “eu faria tudo por amor”. Hoje não sei se faria tudo. Mas faria muita coisa, e talvez me surpreenda um dia em descobrir que muita coisa no fim das coisas pode ser o tudo de alguém.

    É assim… nem cego, nem surdo, nem estúpido, mas teimoso e alheio aos riscos, amor e dor caminham paralelos vida afora – e é tamanha a proximidade em algumas vielas estreitas que se torna inevitável darem-se as mãos. O amor é assim. Nasce para ser amor, e não sabe ser outra coisa.

    Obrigada pela visita que fez ao meu blog - sinta-se convidado a voltar outras vezes =)

    Beijo!

  8. 8
    Paty
    November 27th, 2007 at 4:24

    É meu querido Fábio, acho que tem coisas que jamais faríamos pra pessoas que não fosse ligadas diretamente como uma mãe ou um filho, mas certamente o amor transpõe qualquer barreira, e só quem tem pode dar, por isso curemos nossas feridas e vamos ser feliz, certamente faria qualquer coisa que estivesse ao meu alcance por um determinado amor, desde que não atingisse meus filhos é claro que amo acima de tudo, mas de resto, mudaria a minha vida, mudaria de endereço, faria td q fiz e mais um pouco, e tu sabe bem disso, afinal de contas o q é a vida sem amor, e o que é a vida sem doação, claro não doaria meus olhos, mas certamente seria o guia desta pessoa…Belo post rapaz…

  9. 9
    Adao Braga
    December 2nd, 2007 at 2:39

    Fábio, quem ama, não exige o mesmo do outro. Eu sempre digo, ás pessoas que amo: Você não merece, mas eu te amo! O amor é assim mesmo!

    Quanto ao vídeo-clip, penso que ele foi movido não por amor, mas por culpa!

    Conheço história parecida e a música não me é estranha.

  10. 10
    CAN
    December 4th, 2007 at 14:11

    Oi Fábio!
    Meu amigo, já tinha visto esse vídeo antes, e sem dúvida ele é muito bom.
    Com relação a sua colocação, discordo completamente!
    Amor não tem limites, ou deixa de ser amor. É como quere definir Deus, impossível!
    Concordo com o amigo Janio (25 de novembro).

    Ama mais, sem medo e sem escolher a quem. Para todas as outras pessoas que concordaram em parte com vc, gostaria de lembrar que fazer qualquer coisa por alguém próximo de nós,(mãe, pai, filhos, etc) é muito fácil e não esperemos recompensa por isso, é como uma obrigação, digamos assim.
    O “nó” é fazer algo por AMOR! Amor verdadeiro, nobre, sagrado, ensinado por Deus.

    Leiam todos um texto do grande mestre do humor Chico Anísio chamado: Mundo moderno, melhore. E também leiam o diário de um cão.

  11. 11
    Cyn Cardoso
    January 6th, 2008 at 9:04

    “A não ser que fosse alguém com quem tivesse uma relação fora do normal, algo que transcendesse o tempo e o espaço. Fora disso, não acredito que ninguém deva abdicar da sua vida.”

    Concordo com essa frase.
    Amor, amor de verdade é isso. E por isso, nao posso concordar com o titulo do post. Um amor verdadeiro - nao aquele “amor”, cada vez mais banalizado, que as pessoas usam com o intuito de conseguir obter algo em troca - nao conhece limites.

  12. 12
    Fabio Centenaro
    January 6th, 2008 at 13:36

    Cyn,
    O tempo passa e algumas coisas mudam dentro da gente. Sim, o amor verdadeiro não tem limites, o amor que não se abala, que não julga, que não cobra. O amor que ampara, que se entrega, que luta. Não. Esse não conhece limites ou obstáculos. Para ele tudo é possível, custe o que custar.
    Beijão!

  13. 13
    Sandra
    January 24th, 2008 at 12:33

    Fabio, por onde anda o amor? Com relação ao vídeo, eu penso como vc, se fosse por um filho, pai ou mãe talvez faria. Mas gostaria de encontrar um “verdadeiro” amor, não para chegar a esse ponto (vídeo), mas para viver um “verdadeiro amor”.

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