A idéia para este surgiu a partir de uma conversa que eu estava tendo com a minha irmã no MSN a respeito de uma pessoa da nossa família que passa por problemas um tanto quanto sérios. Por conta disso, essa pessoa tem estado muito nervosa, aflita, enfim, um pouco “fora do normal”. E com isso acaba por ter atitudes irritantes, ou fazendo coisas para chamar a atenção dos outros, se irrita com qualquer coisa e por aí vai.

E foi quando eu disse para a minha irmã que devíamos era ter paciência e entender a situação dela. Entender que ela não passa por um bom momento e que é difícil para ela lidar com tudo isso. Que por causa dos problemas, ela não consegue colocar a cabeça no lugar, não consegue ver a maneira que está agindo e nada do que ela faz é por mal, mas simplesmente por não conseguir distinguir uma coisa da outra.

E foi justamente aí que me deu o estalo. Quantas vezes julgamos as atitudes de outras pessoas sem realmente saber o que se esconde por trás? Quando alguém passa apressado no trânsito, fechando todo mundo, ou alguém que passou correndo no ônibus levando meio mundo de arrasto. Será que essas pessoas realmente são assim ou poderiam estar com algum problema e agiram sem pensar?

É fácil exemplificar isso. Basta pegar um exemplo bem pessoal. Naquele dia em que tudo dá errado, em que o melhor teria sido não sair da cama, quando o mundo parece conspirar contra nós, será que não agimos de forma rude - ou no mínimo um pouco - com as outras pessoas? Ou quando estamos cheios de coisa pra fazer, precisando fazer vinte coisas ao mesmo tempo, com pessoas chamando de tudo quanto é lado e aparece um engraçadinho e faz uma pergunta idiota - ainda que séria - não mandamos ele passear por Paris? Ou embaixo da “ponte que caiu”?

Há que se ter um pouco de paciência antes de julgar qualquer ação de uma outra pessoa, principalmente se for uma atitude que essa pessoa não tomaria normalmente. Ao invés de ficarmos com o orgulho ferido, achando que a tal não pode nos tratar assim e começar a choramingar ou reclamar, poderíamos tentar entender os motivos que levaram essa pessoa a fazer isso. Nem sempre pode existir um bom motivo, mas podemos tentar descobrir primeiro antes de fazer qualquer julgamento.

Compreender e entender uma pessoa pode fazer toda a diferença em qualquer tipo de relação, principalmente se ela for amorosa ou familiar. Conseguindo entender o que motiva tais atitudes das pessoas nos dá uma outra visão da situação e podemos analisar claramente tudo o que se passa. E assim, podemos evitar mágoas, tristezas e algumas discussões.

Claro que existe uma grande diferença entre falar e fazer. Eu sei bem que não é nada fácil, mas há que se tentar. E com a prática, começa a se tornar tão automático que quando vemos já conseguimos ter mais paciência e menos aborrecimentos.

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Comentários

  1. 1
    Erika
    October 10th, 2007 at 7:26

    Querido, qdo passamos por algumas situações na vida isso pode nos levar a agir como se não fosse nós mesmos, mas se isso se torna forma de viver já faz-se necessárias outras atitudes.

    Eu espero que tudo fique bem com seu parente.

    Beijos e ótima quarta prá vc.

  2. 2
    Vinicius
    October 10th, 2007 at 9:44

    O duro é você compreender essas coisas de cabeça quente…

  3. 3
    Fabio Centenaro
    October 10th, 2007 at 13:09

    Erika,
    “Explosões passageiras” até são toleráveis, concordo que fazer disto uma maneira de viver é mais complicado de aguentar. Mas quando passamos por dificuldades é difícil distinguir. Só o tempo pode dizer.
    Brigadão, e um grande beijo!

    Vinicius,
    É, cara, é muito complicado mesmo. Mas há que se entender, pensando um pouco menos em nós e mais na dificuldade do outro, é possível, sim. Ah! Mas que é complicado, isso é!
    Abração!

  4. 4
    Lizzie
    October 10th, 2007 at 16:13

    Quando se está em uma situação crítica ou aterrorizante, o primeiro impulso é sempre o desespero. Até porque o terror no fundo é desespero. E ao partir do desespero existem duas opções: ou se interioriza ou se exterioriza.
    Ao interiorizar, corre-se o risco de uma caída profunda, de um debater-se em si mesmo que necessita de MUITO preparo psicológico.
    Já ao exteriorizar, você não precisa se entender consigo mesmo, só colocar pra fora o monte de entulhos e confusões de existe dentro de si.
    E infelizmente essa pessoa não estava preparada para interiorizar, e exteriorizou. Mas cada um de nós sabe, no fundo, o quê fazer e quando fazer. Ainda vai chegar a hora de acontecer o oposto.
    Beijão Fabio!
    Sempre ótimo ler teus textos!

  5. 5
    Renato Gaud?o
    October 10th, 2007 at 17:27

    Realmente, temos o hábito de julgar sem entender toda a essência……que nem a história do homem que mandou pra “ponte que caiu” um cara que tava cortando e costurando todo mundo……….depois foi ver era um médico levando o filho do homem que o xingou a toda velocidade para um hospital porque estava morrendo…………..

    O mesmo vale também para resolvermos desequilíbrios…….Temos que sempre procurar a causa……..seja esta física, mental, emocional ou espiritual.

    Forte abraço!

  6. 6
    danilo
    October 10th, 2007 at 18:59

    Procura entender as causas dos problemas é a melhor solução!
    Além do que, evitar o stress faz bem pra você e pros outros.

  7. 7
    Monalisa
    October 10th, 2007 at 21:20

    Concordo que temos que ter paciência, mas atualmente todo mundo tem problemas e devem se policiar para não sair tomando atitudes inpensadas. Há dias em que as coisas não estão bem e acabamos por não tratar as pessoas como deveríamos, mas temos que ter muito cuidado, pois certas atitudes magoam. Eu tento me policiar sempre, tanto que raramente as pessoas percebem que estou triste ou angustiada. Beijos!

  8. 8
    Fabio Centenaro
    October 10th, 2007 at 22:36

    Lizzie,
    Acho que quando estamos em dificuldade não conseguimos raciocinar de forma adequada e acabamos agindo por instinto. E com esse instinto podemos agir de forma errada. Concordo contigo que muitas vezes não sabemos como agir em determinadas situações e com isso nos vemos perdidos.
    Um grande beijo!

    Renato,
    Cara, eu queria postar essa história junto com o artigo, mas não achei. Se tu tiver ela, me passa por e-mail. Ela resume bem todo o artigo!
    Abração!

    Danilo,
    Simplesmente perfeito. Se conseguirmos entender o que causa determinada atitude de uma pessoa, os efeitos não serão tão “devastadores” como poderiam ser.
    Grande abraço!

    Monalisa,
    Fecho contigo em gênero, número e grau. Se pensarmos mais antes de agir, mesmo enfrentando qualquer tipo de problema, evitamos muitas desavenças. Se todos pensarmos assim (e principalmente, agirmos) não precisamos passar a responsabilidade do entendimento para a outra pessoa. Sim, porque também somos responsáveis, afinal, não é porque estamos com problemas que temos o direto que agir da forma que bem entendermos. Não é mesmo? Só posso te agradecer pelo complemento. Brigadão e um grande beijo!

  9. 9
    Beth
    October 11th, 2007 at 12:37

    O problema querido Fábio é quando a outra pessoa não permite que você a entenda, ou dê brechas para que você entenda.
    Todos temos problemas diariamente, uns poucos, outros mais. Mas já pensou se todos fossêmos gratuitamente agredir as pessoas por causa de suas mazelas pessoais?
    Eu penso assim: não sou culpada por sua mazela e você muito menos pela minha. Não jogue a responsabilidade de sua felicidade nas minhas costas, pois é um fardo demais para ser carregado.

    Bom seria se todos conseguissêmos arrumar o tom certo até mesmo para tentar resolver nossos problemas sem agredir a quem gostamos ou quem faz parte do nosso circulo de amigos.

    beijos excelente post.

  10. 10
    Paty
    October 12th, 2007 at 2:17

    Oi meu querido
    Sempre é bom contarmos até dez, antes de responder a altura, considerando tudo aquilo que tu falou, mas acho que nem por isso as pessoas tem direito de descontar nas outras seus problemas, mas nesse caso tudo que essa pessoa precisa é um pouco de atenção e carinho, sei que com teu jeitinho tudo vai se resolvendo, um abraço meu doce…

  11. 11
    jjulie
    October 12th, 2007 at 10:26

    Quando nao existe regras, usa-se o bom senso.
    Eu ainda acredito que podemos transformar porcos em seres humanos. Para nao deixar a palavra chula: Porcos é estar e nao ser. Todos tem seu valor, algumas agem assim, porque ainda nao foram lapidadas, compreendidas, amadas e, nós é que temos que buscar nesse momento de descompressao, nosso equilibrio.
    Bjs

  12. 12
    Fabio Centenaro
    October 13th, 2007 at 20:51

    Beth,
    Tu estás completamente certa! O ideal seria se ninguém transferisse os seus problemas para os outros, que cada um lidasse com as suas dificuldades. Mas somos humanos, somos imperfeitos, e é praticamente impossível não deixarmos que os problemas nos afetem. E é nessa hora que entra a compreensão das outras pessoas, pois todos fazemos as mesmas coisas, todos passamos pelas mesmas situações. Então, um pouco de paciência e comprensão não fazem mal algum.
    Obrigado pela visita e um grande beijo!

    Paty,
    É isso mesmo. Contar até dez e relevar. De nada adianta responder no mesmo tom. Só piora.
    Beijão!

    Julie,
    Perfeito. Cabe a nós entender que outras pessoas ainda não chegaram a um nível de entendimento e esclarecimento. Dessa forma, devemos tratá-las como se fossem crianças em fase de aprendizado. Porque, na realidade, é isso mesmo que elas são!
    Beijão!

  13. 13
    Jens
    October 20th, 2007 at 1:09

    Colocar-se no lugar o outro, antes de emitir qualquer julgamento me parece ser o comportamento mais adequado ao avaliar as ações alheias. Na maioria das ocasiões não agimos assimn. O ser humano parece ser compulsivo quando se trata de criticar negativamente (principalmente) o seu semelhante, por vezes açodadamente(e não me incluo fora desta, infelizmente).
    Um abraço.

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