Dia nada comum

 Humor


Hoje foi um dia realmente incomum. Algumas coisas, uma talvez só em sonho, são realmente difíceis de acontecer. E por incrível que pareça, aconteceram. E todas no mesmo dia.

Primeiro que, pela manhã por volta das 07:40, cheguei à parada para pegar o velho T3 de guerra. Não se passaram nem três minutos e o danado apareceu. Ali estava o primeiro indício de que algo não estava certo: havia apenas cinco, isso mesmo, você leu direito, CINCO pessoas dentro do ônibus. Para quem não conhece esse tal T3, neste horário ele costuma passar com umas 90 pessoas dentro. Mais o maluco pendurado na porta. E mais 50 nas paradas esperando para subir. Subiram comigo mais umas seis ou sete pessoas. Resumindo: Em um ônibus onde mal se consegue lugar em pé, pude escolher o lugar para sentar.

Eram 07:55 quando desembaquei e cheguei ao local de súplicio trabalho às 08:00 em ponto. Um milagre! Por mais que eu me esforce (e olha que eu me esforço) é difícil conseguir chegar antes das 08:10. Às vezes eu até me levanto mais cedo, mas daí demoro um pouco mais no banho, resolvo comer um pouco mais, uma notícia interessante no jornal ou até uma inconveniente dor de barriga fazem com que eu perca a hora. E hoje não. Mais uma vez, contrariando todas as expectativas, eu cheguei no horário.

Ao meio-dia: Copa do Mundo! Brasil x Gana. Falaram que Gana era isso, que era aquilo, que era a “Seleção Brasileira Africana”. E o Brasil, até o momento, não vem jogando absolutamente nada, com um time parado, sem movimentação, blablablabla… Pois bem, não é que Gana não jogou nada e ainda por cima a seleção canarinho jogou como ainda não tinha jogado? Tirando o jogo contra o Japão, que não valia nada. Pois é. No fim, 3 a 0 pro Brasil, fácil. Tudo bem que o bandeirinha deu uma mão no segundo gol, o Adriano tava mesmo impedido. Mas o fim não poderia ser outro. Até o Brasil jogou bem hoje.

À noite, tive uma prova na faculdade. Bem, até pouco tempo eu andava meio relapso quanto à faculdade, sem dar a devida atenção, e acontecia que eu fazia as provas, digamos que não com uma grande facilidade. Sempre tinha algo que eu não sabia ou não tinha visto lembrava. Hoje, não. Eu sabia fazer toda a prova, de forma bem fácil e rápida. A exceção foi uma questão em que descrevo o enunciado:

“Em um grupo de 60 turistas, 40 falam inglês e 25 falam francês”. Pede-se:
a) Quantos falam as duas línguas?
b) Quantos falam somente inglês?
c) Quantos falam somente francês?

Pois bem. Eu tinha assistido à aula em que essa matéria foi apresentada, tinha todas as anotações referentes, porém não conseguia me achar. Foi então que larguei os cadernos e me pus a pensar:
“- Bom, seguindo a outra fórmula, cheguei a conclusão que 5 falam as duas línguas. Então, 25-5 = 20. 20 pessoas falam francês. 40-5=35. 35 falam inglês. 20 + 35 + 5 = 60.”

Pois é. Achei essa solução simples demais. Fiquei mais meia-hora procurando fórmulas e o escambau. Até que resolvi perguntar pra professora: “O que está errado aqui?”. E ela respondeu: “Isso tá certo!”. Quem diria.

Bom, esse post já tá bem maior do que o esperado, então vou contar a última ocorrência do “estranho” no dia: o velho e bom Ipiranga/PUC (ônibus que pego quando volto da aula) era um ônibus novo! Bem, não tão novo assim…mas dos modelos novos, com ar-condicionado e tudo. Logo o Ipiranga, que é sempre um caco, vindo direto do ferro-velho, apareceu novinho, brilhando. Só pra explicar, o caco que deveria estar no lugar daquele estragou …. dá pra entender.

Agora com licença que vou dormir. ;)

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Comentários

  1. 1
    Mauro Castro
    July 16th, 2006 at 19:50

    É por isso que eu sou um grande incentivador do uso do táxi como meio de transporte…
    Há braços!!

  2. 2
    centenaro
    July 17th, 2006 at 13:27

    É verdade. Às vezes eu realmente acho isso.
    Abração!

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