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Pois é, me peguei pensando sobre isso dia desses. Conversando com uma amiga muito querida, ela, que tem duas filhas e se separando do marido (ou ex-marido) comentou que seria difícil achar uma pessoa que se interessasse por alguém com o “perfil” dela (ou seja, mãe de duas crianças, separada). Então ela se virou pra mim e perguntou: “E tu, te interessaria por alguém assim?”. E foi essa pergunta que me levou a questionar qual seria o sentido da vida. Valeria a pena ficar com ela mesmo com as dificuldades ou o ideal seria escolher um caminho mais “fácil”?
Bem, vejo duas maneiras distintas de encarar a vida. Claro que para certas pessoas, não é nem oito nem oitenta, existe o meio termo, mas aqui vou generalizar um pouco. Vejo a vida dividida por dois príncipios: aqueles que realmente acreditam em uma força maior (pode-se dizer Deus), na espiritualidade, na continuação da vida e na evolução constante. Também existem aqueles que simplesmente não acreditam em nada disso e acreditam que a vida é o que vemos e depois disso tudo acaba.
Vou começar falando sobre este segundo grupo. Para eles, a vida vai até onde os olhos enxergam. Crêem serem seres superiores, acreditam que o mundo foi feito para aproveitarmos e abusarmos. Fazem somente aquilo que lhes beneficia, tirando proveito de todas as situações. A importância com o sentimento alheio vai até começar a causar desconforto. Depois, os outros que se danem. Enfim, digamos que sejam materialistas.
O outro grupo crê na existência de algo superior a eles, uma força maior que rege suas vidas. Para eles, o objetivo da vida é adquirir conhecimento, se tornar pessoas melhores, tirando das coisas mais simples uma grande satisfação. O amor é busca incessante, a amizade e o carinho andam de mão dadas. Vejo sentimentos mais verdadeiros, pessoas mais sinceras e unidas.
Vontando um pouco, então, eu diria que pertenço a este último grupo: vejo a vida como forma de crescimento e não de diversão. No caso, acho que gostando de uma pessoa de verdade, não há obstáculos que sejam intransponíveis. Para ser feliz ao lado de alguém, vale a pena abrir mão de algumas “facilidades” da vida. Trocamos algum conforto pelo prazer de estar ao lado de alguém, de gostar de alguém.
Enfim, a minha resposta pra ela foi: “Sim, em havendo sentimento, compatibilidade, eu ficaria, sim. Abriria mão de muitas coisas na vida para ser feliz ao lado de alguém. Fiz isso uma vez e farei tantas quantas forem necessárias”. Tudo bem, eu admito: sou romântico ao extremo, eu ainda acredito no amor. Pode tudo isso ser uma ilusão, mas é como sou, é como penso e principalmente o que eu sinto.
August 7th, 2007 at 9:59
Ch
August 7th, 2007 at 11:20
Ai, F
August 7th, 2007 at 12:24
J
August 7th, 2007 at 12:32
Fabio, eu sei bem o que sua amiga est
August 7th, 2007 at 13:06
Noronha,
Isso
August 8th, 2007 at 11:27
Vale lembrar que as mo