Mais um da Beth. Este texto mostra como podemos nos distanciar de pessoas que vivem próximas a nós. Costumamos ter o pensamento voltado exclusivamente para nós mesmos e acabamos por esquecer que as pessoas que convivem conosco têm problemas e necessidades. E o que é pior: não sabemos nem o que se passa com elas.

Hoje em dia isso tem acontecido bastante comigo. Saio de casa cedo pela manhã e volto tarde à noite. Pela manhã, raramente encontro alguém em casa. Só o meu pai está acordado. Quando chego à noite, normalmente todos estão dormindo. Nos finais de semana, quando estou em casa, me envolvo com as minhas coisas e não dou nenhuma a mínima atenção ao resto do pessoal. Com isso não fico sabendo de nada do que se passa em casa. Não fico sabendo como eles estão. Nem ao menos se precisam de alguma coisa.

Este texto me serviu por completo. E assim como eu, muitas pessoas também esquecem daqueles que amam e que os rodeiam. Talvez seja hora de pararmos um pouco e pensarmos naqueles que realmente são importantes para nós e se estamos lhes dando alguma (para não dizer “a mínima”) atenção.

Segue o texto:

A professora Ana Maria em sala de aula pediu aos alunos que fizessem uma redação e que nela escrevessem o que eles gostariam que Deus fizesse por eles.

À noite, corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada. O marido, nesse momento, acaba de chegar e vendo-a chorando pergunta-lhe o que aconteceu.

Ela respondeu: “Leia”. Era a redação de um menino.

“Senhor, esta noite te peço algo especial: me transforme em um televisor.

Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao redor…
Ser levado a sério quando falo…

Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos.

Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona.

E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado.

E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me.

E ainda que meus irmãos “briguem” para estar comigo.

Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a todos.

Senhor, não te peço muito…

Só quero viver o que vive qualquer televisor!”

Naquele momento, o marido de Ana Maria disse: Meu Deus, coitado desse menino. Nossa, que coisa esses pais.

E ela, olhando para o marido lhe diz:

- Essa redação é do nosso filho.

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