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Sim, de fato, o título deste artigo está um pouco invertido. Normalmente falamos da vida após a morte. Só que desta vez vou fazer um pouco diferente. Quero falar sobre o nosso corpo a partir do momento em que nosso espírito tem de partir. Recentemente uma colega de serviço mostrou algumas fotos que ela tirou na faculdade, onde visitaram o necrotério, estudando corpos humanos.
Vendo aquelas imagens fiquei imaginando o que aquelas pessoas teriam feito em vida, os sonhos que tinham, suas ambições. Fiquei pensando nas pessoas queridas que ficaram, na saudade que sentiam. Porém, pensei também no tempo que podem ter desperdiçado na busca incessante por dinheiro, nas brigas motivadas apenas pelo orgulho e pela ganância, em todo o tempo em que deixaram de estar com a família, de dizer o quanto gostavam das outras pessoas e nas coisas que deixaram de fazer preocupadas com o que os outros iriam dizer.
Em outras palavras estou querendo dizer que o tempo é agora e a vida é hoje. Deixamos sempre pra fazer amanhã as coisas. Nunca dizemos àqueles que amamos o quanto gostamos deles, deixamos de encontrar os amigos queridos, de ir à praia, de descansar e se divertir. Muitas vezes perdemos todo esse tempo porque precisamos trabalhar para comprar um carro, comprar roupas, pagar o aluguel do apartamento chique que alugamos ou simplesmente para poder comprar duas caixas de cerveja e encher a cara todo final de semana.
Gastamos tanto tempo das nossas vidas com coisas inúteis ou sem importância, deixamos de fazer tantas coisas que nos trazem alegria pelo simples fatos que precisamos “ter” que acabamos esquecendo de viver, esquecendo de amar e principalmente de sermos felizes.
Olhando aqueles corpos que hoje não passam de carne e osso em decomposição vi que devo aproveitar e fazer tudo o que tiver que fazer agora. Se deixar para depois, posso virar objeto de estudo … ![]()
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