O desconhecido sempre nos traz medo. Não saber o que vai acontecer nos deixa cagados mortos de medo. É comum ficarmos apavorados diante de situações que não nos são familiares. E é o medo o principal obstáculo das nossas mudanças. É ele que nos faz ponderar sobre as nossas escolhas, sobre o que devemos fazer (ou não).

Não vou desmerecer o medo, pois ele é muito útil. Se não fosse por ele, faríamos qualquer coisa e os resultados seriam os piores possíveis. Não consigo nem imaginar do que seríamos capazes de fazer se o medo não nos travasse. Obviamente, não estou falando do medo em si, mas no excesso dele.

O problema está exatamente aí: excesso de medo pode barrar mudanças altamente benéficas na nossa vida. Podemos ficar presos à situações que só nos trazem infelicidade. São situações que, por exemplo, nos fazem não querer levantar pela manhã para ir trabalhar ou estudar; podem nos fazer, inclusive, perder o gosto pela vida; ver tudo cinza, sem cores. Isso pode nos levar ao desânimo e até à depressão. (Uma outra hora vou falar sobre a depressão. Tenho um ponto de vista um pouco diferente sobre isso e assim que surgir a oportunidade, escreverei um artigo sobre isso). Podemos fazer da nossa vida um legítimo lixão, depositando só coisas desagradáveis, fazendo coisas que não nos dão prazer.

Uma das coisas que mais nos metem medo, na minha humilde opinião, é a troca de emprego. Se já tivermos um outro emprego certo, onde já conhecemos como funciona, o medo não é tão grande. Agora, se formos para uma empresa desconhecida, com pessoas desconhecidas, podemos perder uma ótima oportunidade. Por medo de mudar de ares, de participar de coisas novas, acabamos deixando estas oportunidades passarem, e como diz o ditado: “a sorte não bate duas vezes”. Vale ressaltar que o assunto aqui é medo em excesso. Não estou dizendo para simplesmente trocar de emprego na primeira oportunidade e sim, avaliar com clareza as chances de dar certo, se vale a pena ou não. E se acharmos que vale, daí sim partir para a troca.

O mesmo vale para trocas de endereço, marido/mulher, namorado/namorada e todos os tipos de escolhas que temos que fazer ao longo da nossa vida. Calcular os riscos é uma atitude correta a se tomar. Apenas não podemos deixar que esses medos tomem controle de nossas decisões. ;)

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