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Existem certas pessoas de quem realmente gostamos, que fazem parte da nossa vida, que se preocupam conosco. Mas apesar de tudo, são pessoas para quem não podemos confiar-lhes nossos segredos, o nosso intímo. Por mais que queiramos, essas pessoas têm um sério problema linguístico (o mais correto seria “língua solta”): não conseguem manter a boca fechada, e no momento mais importuno acabam dando com a língua nos dentes, espalhando aquilo que devia ficar guardado.
Passei por algo semelhante nesta semana. Eu estava passando por um momento difícil, me sentindo muito pra baixo, e por isso, acabei me apegando a esta pessoa. Por fim, contei como me sentia, queria estar com esta pessoa sempre que podia.
Passados alguns dias e eu já estava me sentindo bem melhor, eis que a tal criatura resolve, em tom de brincadeira, tirando sarro da minha cara, contar para quem estava à volta como eu havia me sentido na semana anterior. Não saberia dizer exatamente como me senti no momento, apenas sei que fui da vergonha à raiva em milésimos de segundos. Por sorte, ninguém deu muita bola ao relato de tal criatura, e o assunto morreu ali.
Isso me serviu como aprendizado, pois eu já sabia que certas coisas não podem ser ditas a certas pessoas, mas ainda assim, pelo sentimento que nutro por tal pessoa, me abri com ela, e vi que no fim das contas foi um erro. De agora em diante, deu pra bola dela!
Quando o momento é complicado, e tudo o que queremos é alguém pra nos ouvir, fica difícil enxergar pra quem e o quê podemos falar.
Serve de aprendizado e a vida continua …
March 3rd, 2006 at 14:12
¡Holla Fabito!
Cara, se a pessoa é tão próxima, talvez tenha faltado apenas dar um parâmetro a ela: “isso morre aqui”.
Já passei por situações assim, e acabei descobrindo, muito tempo depois, que ao contar meu drama para “aquela” pessoa que não guarda segredos eu estava na verdade era, insconscientemente, armando um jeito de aquele drama vir à tona sem que eu precisasse assumir a responsabilidade.
Mas, enfim… esse assunto morre aqui, viu?
March 3rd, 2006 at 14:57
Janio,
Talvez possa ter sido uma falha de comunicação, talvez eu realmente precisasse ter dito que “morria ali”. Porém, pelo histórico da pessoa, pode não ter sido isso. Isso acontece frequentemente.
Já eu preferia que o assunto morresse, sendo que o pior já havia passado, as coisas já estavam tranquilas, não tinha porque trazer isso à tona novamente.
Obrigado e um grande abraço!